Os 5 passos básicos para identificar o Psilocybe cubensis

Os 5 passos básicos para identificar o Psilocybe cubensis

O Psilocybe cubensis, cogumelo mágico ou teonanacatl é o fungo (vulgo “cogu”) responsável pela produção da Psilocibina.

 

Uma substância enteógena, utilizada em muitos rituais xâmanicos de mais de 9 mil anos de idade além de também figurar no uso contemporâneo de algumas religiões ou até mesmo no uso recreacional.

 

O P. cubensis propaga-se em esterco de vaca, então aqui vão os 5 passos para a caça e identificação deste cogumelo:

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Aqui vão os 5 passos mais básicos para te nortear na identificação dos cogumelos mágicos pertencentes à espécie Psilocybe cubensis (o cogumelo azul) — um dos mais utilizados.

 

Vale ressaltar que este guia serve para te ajudar a identificar num primeiro momento, durante suas caçadas, se o cogumelo encontrado é ou não mágico.

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Entretanto, fique ciente de que é extremamente perigoso consumir cogumelos coletados sem a certeza da espécie, o grupo dos fungos (a qual pertencem todos cogumelos) é extremamente vasto e diversificado. Se não tiver 100% de certeza, NÃO CONSUMA.

 

Existem muitos cogumelos comestíveis e muito cogumelos verdadeiramente tóxicos, que representam um risco à sua vida. Nem sempre a diferença entre eles é óbvia. Se for consumir, tenha a certeza do que está consumindo!

 

Passo 1: O Pasto onde os cogumelos geralmente crescem

psilocybe cubensis no pasto

 

Não cometa o erro de achar que qualquer cogumelo encontrado por aí, mesmo que se assemelhe ao P. cubensis, seja alucinógeno ou comestível.

 

A biodiversidade micológica (dos fungos) é gigantesca e a chance de você estar ingerindo um cogumelo qualquer que pode nem ser comestível é muito grande. Se quer caçar, procure um pasto de ruminantes. Encontre a bosta da vaca e dê início a identificação!

 

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Passo 2: Coloração do Psilocybe cubensis

 

Aproveite a luz do sol para identificar a coloração. Sua estipe (“caule”) e píleo (“chapéu”) são de coloração marrom ou palha, sendo o píleo a apresentar um ponto mais escuro parte central do chapéu. As lamelas são de coloração escura, do roxo ao preto.

 p. cubensis      Píleo – Autor desconhecido

 

lamelas psilocybe cubensis

Lamelas – Autor desconhecido

 

Passo 3: O Véu

 

Outro ponto importante para a identificação é a presença do véu. Esta estrutura de proteção interliga a estipe ao píleo quando o cogumelo é jovem.

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Quando está em frutificação, ou seja, totalmente formado este véu se rompe, mas a característica morfológica que nos permite identificar o P. cubensis é um resquício do véu quase sempre preso a estipe, de coloração escura.

 

  cubensis

            Véu rompido – Autor desconhecido

 

 

Passo 4: Identifique os estágios do píleo (chapéu)

 

 

É comum a ocorrência de cogumelos nas chamadas “pinagens”. Aglomerações de vários cogumelos. Utilize os diferentes estágios de maturação dos cogumelos para identificar a espécie. O P. cubensis apresenta o seguinte comportamento ao longo da vida:

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Inicial: Píleo em formato cônico, com a presença do véu unindo a estipe ao píleo

 

Intermediário: côncavo, assemelhando-se a um chapéu de palha

 

Maduro: reto e a seguir com as bordas ligeiramente voltadas para cima.

 

Passo 5: O teste final: Azulamento

 

psilocybe cubensis azulamento

 

“Mutcho louco loucomelo cogumelos azuis” Ventania sempre trazendo muita sabedoria a todos nós! O ultimo passo na identificação é caracterizar o azulamento da estipe.

 

Para isto, colete um cogumelo, pressione uma parte da estipe até esmagá-la. Após alguns minutos a aparência deve se tornar roxo-azulado.

 

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Pronto! Aqui estão os passos básicos para a identificação do Psilocybe cubensis em campo, nunca se esqueça de tomar o devido cuidado tanto na sua caçada como no consumo, cogumelo a pesar de enteógeno possui uma substância fortíssima que se consumida de maneira imprudente pode acarretar situações de grave risco.

 

Vale ressaltar também que a identificação feita somente com base nessas características básicas não garante sucesso, tenha em mente a variabilidade genética dos organismos que no caso dos fungos ocorre bastante. As strains também podem confundir bastante. O intuito deste artigo é servir como base para o início dos seus estudos.

 

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Para se informar mais sobre os tópicos de Redução de danos aplicadas à psilocibina e outras substâncias visite nossa aba, clique aqui.

 

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Biólogo, Fotógrafo e aluno do Instituto de Botânica de São Paulo. Atua no Portal Mundo como Editor-Chefe de Redação e Conteúdo e na Tv Mundo como Diretor.