A história improvável de “Take On Me” e o clipe do a-ha em 4K

A história improvável de “Take On Me” e o clipe do a-ha em 4K

Essa é Hit!  Se você nunca dançou ao som de “Take on me” (galera dos anos 90), um hit em 1985, você está vivendo errado.

 

Aproveitando o início de 2020 e o fato de que o icônico clipe de “Take On Me” está perto de 1 bilhão de visualizações, a banda norueguesa a-ha entrou na onda de clipes remasterizados e o relançou em qualidade 4K no YouTube.

 

Dessa forma, você pode assistir a esse clássico como nunca o fez antes.

 

A faixa do a-ha aparece no disco de estreia da banda, Hunting High And Low (1985) e é difícil imaginá-la como um fracasso, mas saiba que antes de dar certo, “Take On Me” deu muito errado. Duas vezes.

 

Ao tentar emplacar um sucesso, e com certa dose de pressa o a-ha lançou “Take On Me” como single no Reino Unido, chegando à modestíssima posição de número 137 nas paradas, nada perto do potencial que a canção tinha e o pior resultado da banda com qualquer single até hoje.

 

Foi aí que o escritório da Warner nos Estados Unidos resolveu entrar na jogada, já que via potencial na banda, e investiu tempo e dinheiro para que os caras regravassem o single, dessa vez com produção de Alan Tarney a convite de Terry Slater.

 

A canção foi finalizada como a conhecemos hoje e relançada no Reino Unido, mas com pouco apoio da gravadora local (que, dizem os boatos, até tinha ficado com ciúmes da interferência da sede norte-americana), falhou novamente.

 

É claro que a frustração tomou conta do grupo que entendia que essa era a sua canção com maior potencial comercial, mas durante uma viagem de Paul aos EUA, ele entrou em contato com a Warner de lá e ouviu do outro lado a melhor reação que podia imaginar, com algo como: “o a-ha é ótimo! Estamos muito empolgados com a banda, vocês são a nossa principal prioridade e iremos gravar um clipe de ‘Take On Me’!”

 

A versão anterior do single foi promovida com um vídeo onde a banda aparece tocando em um fundo azul. Mas em uma época em que a MTV começava a ganhar cada vez mais força nos EUA, era preciso causar impacto, e a Warner não mediu esforços para isso.

 

Com a tarefa de alavancar a canção de vez, a gravadora colocou dinheiro na empreitada e chamou o diretor irlandês Steve Barron, que já havia trabalhado antes com nomes como Bryan Adams, Def Leppard, Fleetwood Mac, Madonna e em clássicos como “Billie Jean”, de Michael Jackson, e “Africa”, do Toto.

 

Na sua carreira, ele ainda viria a dirigir filmes como As Tartarugas Ninja (1990), Cônicos & Cômicos (Conheads, 1993) e As Aventuras de Pinocchio (1996).

 

Com cenas gravadas no Kim’s Café (hoje Savoy Café) em Londres, e em um estúdio da cidade, o clipe alterna cenas de atores reais com ilustrações que, juntas, criaram um efeito único e verdadeira marca registrada de “Take On Me” nos Anos 80.

 

Em uma história envolvente onde os personagens principais navegam entre os dois mundos, a canção embala os movimentos e é um daqueles tantos casos de encontros perfeitos entre vídeo e canção que tornaram os clipes tão importantes para a indústria nos anos seguintes.

 

Confira abaixo o vídeo em 4K:

 

 

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