A origem do Ecstasy: de fármaco à droga recreativa

A origem do Ecstasy: de fármaco à droga recreativa

a origem do ecstasy MDMA
A metilenodioximetanfetamina ou Ecstasy (MDMA) e seus análogos, estão entre as mais populares drogas recreativas desde meados da década de 1980. Entretanto, ao contrário do que se pensa, o MDMA foi descoberto muito antes disso.
 

Conheça a origem do Ecstasy neste breve apanhado histórico!

 
*Foto de capa: Willy turner / Wikimedia Commons
* Post atualizado em: 15/04/2021
 
Na literatura médica é geralmente citado que o MDMA foi sintetizado e patenteado pela primeira vez pelo laboratório farmacêutico alemão Merck, em meados de 1912. 
 
 
A seguir, falaremos mais sobre a origem do ecstasy. Mas antes:
 
 
Caso queira ler gratuitamente o artigo referido acima, recomendamos a utilização da plataforma Sci-hub. Além desta, o texto levou em consideração outras fontes confiáveis. Sinta-se convidado a explorar todas nossas referências destacadas em roxo.
 
 
Link Patrocinado:

 
 

Leia também:

 

 
 
 

O que é ecstasy?

 

O ecstasy, também conhecido como “Molly”, é uma droga sintética conhecida principalmente por seus efeitos alucinógenos e estimulantes.

 

É conhecido por transmitir sensações de aumento de energia, prazer, calor emocional e percepção sensorial e temporal distorcida. O nome químico do ecstasy é 3,4-metilenodioximetanfetamina (MDMA). 

 

Alguns dos termos mais usados para se referir a esta droga são:

  • Bala ou balinha
  • Adam
  • Feijões mágicos
  • @
  • Molly
  • Pílula do amor
  • X
  • A
  • E
    Entre outros.

 

Embora o uso recreativo do ecstasy tenha nascido num contexto festivo, bastante ligado às raves europeias e outras festas, hoje o ecstasy é consumido por vários tipos de pessoas.

 

Entenda a origem do ecstasy:

 
 

A origem do ecstasy e sua história resumida

 

O MDMA foi patenteado no ano de 1912 pela companhia alemã Merck como possível droga coaguladora. A substância, no entanto, nunca foi comercializada e a patente não deixava claro o uso final do MDMA.

 

patente do ecstasy MDMA Patente do MDMA concedida à Merck em 1912. Extraído deste artigo.

 

Em 1953 a anfetamina ressurgiu quando o exército americano, em plena guerra, testou várias drogas para uso militar. 

Link Patrocinado:

Nesse vai e vem o MDMA foi parar no laboratório de quem hoje é conhecido como o Pai do Ecstasy, Alexander Shulgin. O químico extremamente bem-sucedido, que chefiava o departamento de investigação bioquímica de novos defensivos agrícolas na Dow Chemicals (uma das maiores empresas químicas da época). 

 

>>>Participe do grupo do Portal Mundo no WhatsApp e receba primeiro as notícias.

 

Shulgin foi tão bem-sucedido na invenção de um lucrativo inseticida que ganhou seu próprio laboratório onde poderia conduzir quaisquer experiências. Sem nenhuma limitação.

 

Foi então que o americano aproveitou a oportunidade para investigar o uso de drogas psicodélicas, a fim de encontrar usos inesperados. Em sua autobiografia é citado o MDMA e outras 179 drogas psicoativas pesquisadas no laboratório de Shulgin.

Link Patrocinado:

 

Leia também:

 

 

 

Mas como de fato o MDMA foi parar nas vidrarias de Shulgin? A forma mais citada é que em meados da década de 70, Shulgin teve contato com o MDMA dentro de uma faculdade, através de um dos estudantes. Resolveu testar em si mesmo e acabou por enxergar um grande potencial para a substância.

 

Logo após o  suposto encontro, em 1977, Shulgin apresenta o MDMA a um amigo psicoterapeuta chamado Leo Zeff. O encontro mais uma vez foi tão poderoso que Zeff decide começar a viajar pelos Estados Unidos levando o MDMA a outros terapeutas e promovendo vários tratamentos utilizando essa substância.

 

Não se sabe ao certo como, mas o uso psicoterapêutico do Ecstasy  se espalhou, sendo considerado por muitos anos a “penicilina da alma”.

Link Patrocinado:

 

Do uso terapêutico passou-se para o uso recreativo. O MDMA tornou-se uma droga popular em meios festivos e nos anos 80 recebeu a denominação de Ecstasy (ás vezes chamado de X ou E).

 

Em 1984 a droga ainda era legal e o seu uso era comum entre estudantes. Locais como Dallas e o Texas o ecstasy estava à venda em bares, onde podia inclusivamente ser paga com cartão de crédito.

 

Em 1985 foi proibida nos EUA, época em que foi classificado pela Drug Enforcement Administration (DEA) como uma droga de Classe I , de acordo com a Lei de Substâncias Controladas. Apesar disso, o seu consumo não parou de crescer.

 

Link Patrocinado:

 

O MDMA na Europa: o início das raves

As raves começaram em Ibiza entre festas hippie, no Verão de 1987, onde o consumo de Ecstasy se juntou ao de LSD e de maconha. Em pouco tempo estas festas espalharam-se pela Europa, com especial adesão na Inglaterra.

 

A oposição da população cresceu. As raves eram preparadas e os ingressos vendidos em segredo, só com número de telefone para instruções.

Link Patrocinado:

 

Nos anos 90 o governo britânico baniu, por lei, as raves. O resultado foi que este tipo de eventos
passou a ser feito em discotecas. Em Manchester ganharam um estilo próprio e um tipo de som característico.

 

E daí pra frente o consumo de ecstasy aumentou ainda mais, atingindo outros públicos, tribos e países. O que a torna, até hoje, uma das drogas recreativas mais populares.

 

Gostou do conteúdo? Siga o Portal Mundo nas redes sociais para apoiar nosso projeto e continuar a receber atualizações sobre redução de danos, drogas e ciência. Siga-nos no instagram e no facebook.

 

>>Participe do grupo do Portal Mundo no WhatsApp e receba primeiro as notícias.

 

 

 

Comentários
Link Patrocinado:

Avatar

Biólogo, Fotógrafo e aluno do Instituto de Botânica de São Paulo. Atua no Portal Mundo como Editor-Chefe de Redação e Conteúdo e na Tv Mundo como Diretor.