As instalações imersivas e psicodélicas de Peter Kogler

As instalações imersivas e psicodélicas de Peter Kogler

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Residente em Viena, o renomado artista austríaco Peter Kogler usa pinturas e projeções para transformar salas em verdadeiros paraísos psicodélicos.

 

Uma vez contextualizados, os espaços vão do comum ao torcido, deformado e distorcido, imergindo os visitantes em salas que têm paredes que confundem até as mais inteligentes e treinadas vistas.

 

Considerado pioneiro no campo da arte digital, a carreira de Peter Kogler se estende por mais de 30 anos. Suas instalações exploram conceitos como modularidade e repetição, alterando a perspectiva de arquitetura do visitante que é o principal meio de sua arte.

 

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Usando desenhos de linhas hipnotizantes, Kogler aborda a percepção do espectador sobre as paredes, pisos, tetos, linhas e qualquer outra coisa disponível no ambiente – principalmente em preto e branco – criando uma sensação de movimento indefinido.

 

 

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“Artists & Robots”, Grand Palais, Paris, 2018. Foto: Atelier Kogler.

 

Com suas instalações que lembram aqueles velhos espelhos distorcidos de parques temáticos, Peter Kogler transformou galerias, centros de trânsito, museus, universidades e lobbies, entre outros, em verdadeiras experiências de outro mundo.

 

Ao todo, as instalações que caracterizam um conjunto espacial ilusório perturbam não apenas a percepção do espectador, mas também a artificialidade das configurações arquitetônicas.

 

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A arte de Peter Kogler reside na criação de universos arquitetônicos intermediários; é o caso das suas instalações em espaços interiores, bem como de paredes exteriores e, especialmente, de edifícios em que o interior está visualmente ligado ao exterior, em especial para fachadas de vidro transparentes. 

 

Esses universos intermediários são tão reais quanto fictícios: em sua estrutura ambivalente, que ocupa os dados do espaço ou do edifício enquanto parece ao mesmo tempo cancelá-los, estes se tornam lugares alegóricos cuja complexidade é mascarada através da linhas repetidas. São lugares que, como observa Kogler, têm “uma carga emocional”.

 

 

 

 

 

 

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