AstraZeneca e Oxford suspendem testes de vacina por receio com segurança

AstraZeneca e Oxford suspendem testes de vacina por receio com segurança

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Porta-voz da AstraZeneca descreveu a pausa como “uma ação de rotina que deve acontecer sempre que houver uma doença potencialmente inexplicada em um teste”.

 

A farmacêutica AstraZeneca e Universidade de Oxford suspenderam os testes de estágio final de sua aguardada candidata a vacina contra Covid-19 após uma suspeita de reação adversa séria em um participante do estudo, afirmou o site de notícias de saúde Stat News nesta terça-feira.

 

Este artigo é uma reprodução da Revista Exame. Leia o original aqui.

 

O site citou um porta-voz da AstraZeneca afirmando em um comunicado que o “processo de revisão padrão desencadeou uma pausa na vacinação para permitir a revisão dos dados de segurança”.

 

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O porta-voz descreveu a pausa como “uma ação de rotina que deve acontecer sempre que houver uma doença potencialmente inexplicada em um dos testes, enquanto ela é investigada, garantindo a manutenção da integridade dos resultados”.

 

O porta-voz também disse que a empresa está “trabalhando para agilizar a revisão do evento único para minimizar qualquer impacto potencial no cronograma do teste”. As suspensões clínicas não são incomuns e ainda não está claro quanto tempo pode durar.

 

O progresso do teste da empresa — e de todas as vacinas em desenvolvimento — está sendo observado minuciosamente devido à necessidade urgente de opções que possam conter a pandemia global. Existem atualmente nove vacinas candidatas em testes de Fase 3. A vacina da AstraZeneca é o primeiro teste de vacina de Fase 3 suspensa até o momento.

 

A AstraZeneca deu início ao teste de Fase 3 nos EUA no final de agosto, e está sendo feito atualmente em 62 locais do território americano. Já os testes de fase 2/3 foram iniciados anteriormente no Reino Unido, Brasil e África do Sul.

 

O Brasil, por exemplo, encomendou 100 milhões de doses da vacina, segundo o Ministério da Saúde. O governo prevê investir 127 milhões de dólares no projeto e estima que cada dose da vacina vai custar 2,30 dólares.

 

Para a Organização Mundial da Saúde (OMS), a vacina britânica é a opção mais avançada no mundo em termos de testagem.

 

Na semana passada, a universidade e a farmacêutica assinaram um contrato com a biofarmacêutica anglo-sueca AstraZeneca para produzir sua vacina contra o novo coronavírus em larga escala.

 

Para aumentar a produção da vacina, a AstraZeneca vai pagar cerca 15 milhões de libras para a Oxford Biomédica — e a escala de produção pode ser aumentada caso necessário.

 

A Oxford Biomédica, por sua vez, espera receber um adicional de até 35 milhões de libras, mais o custo dos materiais para produzir a vacina em larga escala até o final de 2021 e atender a demanda global pro uma proteção contra a covid-19.

 

Interrupção no Brasil

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) informou que recebeu comunicado do laboratório britânico AstraZeneca sobre a interrupção de estudos, que envolvem a Fiocruz, para desenvolver vacina contra a covid-19. Desenvolvida em parceria com a Universidade de Oxford, esta vacina é a aposta do governo Jair Bolsonaro (sem partido) para imunizar a população.

 

A agência disse que aguarda mais informações da AstraZeneca para se pronunciar oficialmente sobre a interrupção dos estudos. A decisão do laboratório britânico ocorre no dia em que o ministro interino da Saúde, Eduardo Pazuello, afirmou que em “janeiro a gente começa a vacinar todo mundo”.

 

Os estudos envolvem diversos países e, segundo integrante do governo ouvido pelo Estadão, serão interrompidos também no Brasil. O governo federal abriu crédito de cerca de R$ 2 bilhões para a Fiocruz receber, processar, distribuir e passar a fabricar sozinha a vacina.

 

De acordo com fonte da Anvisa, o laboratório apenas enviou um comunicado à agência sobre a interrupção, sem detalhar que tipo de efeito colateral foi notado em participante do estudo, por exemplo, que levou a travar os trabalhos. Técnicos da Anvisa, agora, buscam mais informações da AstraZeneca.

 

“A decisão de interromper os estudos foi do laboratório, que comunicou os países participantes. A Anvisa já recebeu a mensagem e vai aguardar o envio de mais informações para se pronunciar oficialmente”, disse a Anvisa em nota.

 

 

*Este artigo é uma reprodução da Revista Exame. Leia o original aqui.

 

 

 

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Redação Portal Mundo

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