Algumas bucetas vivem pra sempre (conto aberto de OO&TC)

Algumas bucetas vivem pra sempre (conto aberto de OO&TC)

O presente conto faz parte do livro “Orgias, Orgasmos & Tapas na Cara: histórias eróticas e absurdas” e está disponível online apenas como forma de apreciação para uma possível compra do livro. É proibida a reprodução deste conteúdo em qualquer meio sem prévia autorização do autor.

 

Algumas bucetas vivem pra sempre

 

Ana e Douglas formavam uma boa dupla. Eram jovens, belíssimos e populares no mesmo ciclo social. No entanto, em um momento da relação a intimidade dos dois debatera-se com um dilema: Ana revelou a Doug que ela nunca sentiu as emoções alucinantes de um orgasmo. Não só com ele, mas com todos os homens que se relacionou em sua vida e da mesma forma nas vezes em que se tocou. Sentia brevíssimos picos de calor, o sexo desabrochava e tornava-se úmido, mas nunca alcançava o verdadeiro objetivo, por maior que fosse o seu empenho — por essa razão, a possibilidade de um orgasmo múltiplo, que ela escutava frequentemente nas histórias das amigas, de pouco a pouco foi se tornando o sonho central de sua vida.

Ana também confessou para Doug que todos os tremores que um dia ele pensou ter causado foram, na verdade, meros disfarces do seu constrangimento obscuro, visto que não queria revelar a verdade e consequentemente fazer o namorado se debruçar em uma busca que não tem resposta. Doug, um obsceno de primeira classe, passou a considerar esse caso como o desafio central do seu relacionamento.

A primeira ideia de Doug foi um ménage. Consideraram encontrar uma estranha, no entanto, Ana preferiu que fosse um rosto conhecido. Convidaram Vera Dolores, uma bela jovem agregada entre seus amigos e que muitas vezes se insinuou para eles. A excentricidade do seu nome se fazia valer também em sua personalidade, no entanto, suas manobras estranhas não foram suficientes para causar em Ana seu primeiro orgasmo; na verdade, foi um tremendo fracasso. Ana se sentiu completamente frígida e recolheu-se ainda na primeira hora — mas Doug e Dolores tiveram uma noite divertida.

A partir deste episódio Ana e Doug passaram a tentar de tudo entre eles mesmos. Fantasias diversas, brinquedos eróticos, voyeur, exibicionismo, algemas, máscaras, tudo. No entanto, a indiferença de Ana era a mesma. Sua buceta mal ficava molhada — Ana estava a realizar uma tarefa na qual não sente nenhum tipo de prazer, mas a faz, apenas para agradar o namorado.

Doug teve uma última ideia e disse a Ana que ela estava prestes a foder como nunca em sua vida. Ana passou dias inteiros sonhando com isso. Tentava estudar, não conseguia. As pessoas falavam com ela, estava distante, respondendo apenas o necessário e presa em suas aspirações.

Chegaram ao dia tão esperado uma semana depois. No apartamento de Doug, após os primeiros beijos, ele abriu espaço entre os corpos e sacou de um dos bolsos um pote cheio de comprimidos.

— O que é isso? — Perguntou Ana.

— Tesão de vaca.

— Como funciona?

— Não tem nenhum segredo. Você toma e fica excitada.

— Não faz mal?

— Já viu alguém morrer por causa de tesão?

— Sim, meu tio Baixinho. Nunca te contei essa história? Ele tinha um bar próximo da universidade. Há três anos, no início de um período letivo, ele se apaixonou por uma caloura de dezesseis anos que frequentava o bar todas as sextas e sábados. Era linda, uma gracinha, ainda corria o boato de que era virgem. Uma noite, após fechar o bar, Baixinho a encontrou em sua rua, caminhando sozinha e lentamente…

— Já sei, já sei. A estuprou e morreu na cadeia? Ou ali mesmo, espancado por um grupo de caras? Não, não, melhor!, ela deu uma surra nele!

— Nada disso. Morreu de tesão mesmo. Ficou tão excitado com a buceta fechadinha que o coração disparou, e quando gozou, teve um infarto. Curiosamente o pau dele nunca mais desceu. Foi velado de pau duro e quase não coube no caixão, sorte que já era velho e flácido.

Doug levou uma das mãos ao queixo, pensando.

— Imagina só. Um verme sob as terras roendo um pau duro. Será que ele pode ser considerado viado? A pergunta é: debate de gênero entre os animais. Questão de tempo ou mimimi? Responda.

Ana riu. — Não seja babaca. Depois que a pele se esvai, vira um osso como outro qualquer.

— Não, não, está enganada. Paus são diferentes. Alguns vivem séculos! O meu mesmo tem cento e cinquenta anos. Paus só perdem para as bucetas. Essas são fogo. Algumas bucetas vivem pra sempre.

Ana tornou a sorrir. — Você precisa de um psiquiatra! Vamos tomar isso logo?

— Tá maluca, quer me ver preso? Toma só você, eu não preciso disso. Se eu tomar, vou sair por aí estuprando todo mundo.

Ana tomou dois comprimidos.

— Toma mais um, pra termos certeza.

Engoliu o terceiro.

Doug levou Ana até o quarto. Ele sentou na beira da cama, puxou ela sobre seu colo e deixou suas mãos passearem pela estrutura. A partir deste momento, Doug teve a sabedoria e a paciência de um mestre para guiar Ana e atiçar seus sentidos. Os primeiros beijos foram lentos e molhados. As mãos, hoje sem pressa alguma de causar prazer, passavam pelas costas, barriga, apertavam os seios. Minutos depois, tiraram as camisas. Os peitos destapados se uniram, o pau de Doug já não cabia no meio das calças e os beijos foram se tornando mais vigorosos. Ana começou a tomar gosto pelo momento, embora não estivesse a sentir, ainda, nenhuma excitação acentuada.

Um minuto mais tarde, quando ficaram nus, eles se esticaram na cama com as pernas traçadas, os rostos colados e as bocas ora se beijando, ora mordendo o pescoço. Em um momento, Doug levou uma das mãos até o sexo de Ana: teve a impressão de acariciar as areias de um deserto.

No entanto, feito um bom guerreiro, Doug não se deixou abater. Ele recuou sua mão e a deixou passear livre pelo corpo descoberto de Ana — sabia que se a mantivesse no meio das pernas, naquele momento, poderia causar efeito reverso. Ana, que ainda estava sóbria em relação aos prazeres da carne, percebeu com facilidade as ações de Doug: sua mão indo de encontro ao sexo e subindo no mesmo segundo, a frustração demonstrada no beijo, a firmeza com a qual a apertou depois disso, como quem reclama alguma coisa.

Ana abriu espaço entre eles, acariciou o rosto de Doug e o fitou nos olhos.

— Desculpa.

— Cala boca.

— Não me manda calar a boca, sabe que não gosto.

Imediatamente Doug foi tomado por uma súbita abundância de vontade de escravizá-la, como se quisesse protestar os meses de esforços vãos. Ele traçou uma das mãos no cabelo de Ana e puxou para trás, fazendo com que seu pescoço se desenvolvesse. Depois aproximou seu rosto, mordeu o apêndice da orelha e passou a ordenar coisas.

— Calada. Vou te mandar calar a boca quantas vezes eu quiser e você vai obedecer em todas elas. Hoje, você será minha escrava. Só abra a boca pra chupar meu pau e pra gemer.

Doug recuou seu rosto e disparou um tapa na bochecha de Ana. Um segundo depois, fez o mesmo do outro lado. Ana cogitou reclamar, no entanto, no momento em que a mão estalou em seu rosto ela sentiu se espalhar por sua espinha uma emoção inédita e devastadora, como se os tapas atuassem como um gatilho para as sensações escondidas nas profundezas do seu espírito. Ela fechou os olhos, manteve-se quieta e deixou-se levar por aquela ideia.

“Sou uma escrava”, pensou.

Doug tornou a descer com uma das mãos ao encontro da buceta de Ana. Desta vez ele a encontrou completamente encharcada e seus dedos puderam passar pelas camadas de pele com facilidade, até que encontraram o clitóris. Doug sorriu ao sentir aquele pequeno grelo enrijecido, olhou para Ana com um semblante de vitória e puxou seus cabelos.

— Então você gosta de ser uma escrava.

Ana mordeu os lábios e sorriu. Por muito pouco ela não confirmou aquela afirmação, conseguindo, apenas por um detalhe, manter-se obediente às regras impostas. Acontece é que a palavra escrava, nas duas vezes em que foi referida a ela, produziu em sua espinha um desejo perturbador e vezes maior que qualquer emoção que um dia já sentiu. Ana se surpreendeu com esse prazer inusitado, se divertiu em pensamento e disse mais uma vez para si mesma, “Sou uma escrava”.

No segundo seguinte Doug se levantou, ficou de joelhos na cama e aproximou seu pau do rosto de Ana, que permaneceu deitada. Ele disparou outros dois tapas no rosto de sua pequena serva, apertou seu pescoço, cuspiu-lhe na cara e bateu sua cabeça dilatada nas bochechas de Ana.

— Chupa.

Ana obedeceu calada. Uma das mãos de Doug desceu de encontro ao sexo de Ana, ora se divertindo com o clitóris, ora penetrando e indo ao ponto G. A segunda mão passeava pelo corpo, apertava os seios, batia no rosto e puxava os cabelos. A reunião desses toques junto da ideia de ser uma escrava fez Ana passar a se contorcer na cama em menos de um minuto. Ela mal conseguia manter o pau dentro da boca. Chupava um pouco, beijava a glande dilatada toda umedecida a brilhar para ela, fechava os olhos, se contorcia de novo.

Ana se esforçou tremendamente para manter sua postura, porém, em poucos minutos sua cabeça começou a divagar para longe, para um universo até então desconhecido, utópico.

Este foi um dos retratos mais gloriosos que Doug viu durante toda a sua vida. Ele se sentiu vitorioso e dono do mundo, um homem capaz de satisfazer qualquer mulher. Doug sorriu por um tempo, deliciando-se dessa ideia. Doug, O Grande. Doug, Encantador de Bucetas. Doug, O Curandeiro. Doug, Pau Estupendo.

Doug voltou do sonho sorrindo e sustentou o queixo de Ana com dois de seus dedos; queria passar-lhe uma mensagem e reafirmar sua posição, que tanto o agradou.

— Olha pra mim.

Ana abriu os olhos trêmulos e por um momento não soube onde estava.

— Lembre-se — Doug se permitiu alguns segundos de silêncio, fitando-a nos olhos.

— Você é uma escrava.

Ana assentiu com a cabeça e levou um novo tapa, como se firmassem um acordo.

— Levanta, fica de quatro.

Ela obedeceu calada.

Doug se posicionou atrás de Ana, traçou uma das mãos em seu cabelo e puxou para trás com força, para em seguida penetrá-la até o limite. Ana soltou um gemido agudo e trêmulo, mas pela primeira vez em sua vida sentiu um verdadeiro prazer ao ser penetrada. Poderia dizer que perdia a virgindade só agora. Sua vida se iniciava naquele instante.

A noite em questão durou mais de cinco horas. Eles transaram pela casa toda, feito dois animais. Após uma série de orgasmos e recomeços, a posição final foi no quarto, com Doug deitado e Ana cavalgando sobre ele.

O rebolar do quadril sobre a cintura e a forma que seus corpos se conheciam bem produziram em ambos um prazer curioso, uma satisfação maior que a do próprio orgasmo. Doug abandonou o posto de dominador por um momento e fitou Ana com o respeito característico de uma grande estima. Em seus olhos vibravam as paixões das palavras que não foram ditas. No rosto a boca sentia desejos constantes de sorrir e assim ela fazia, embora muitos saíssem de forma imperceptível e incontrolável. Suas mãos, inquietas, passeavam por cada centímetro da pele de Ana, massageando, apertando para ver se era verdade — esse corpo, que por meses se apresentou para ele cheio de transtornos e disfarces, agora se entregava sem nenhuma reserva, sem nenhum pudor; apenas com interesse de amar. E essa nova comunhão entre eles, essa nova forma de encarar o sexo entre os dois, fez com que os seus corpos, apesar de já satisfeitos, permanecessem entrelaçados sobre uma delicada nuvem de prazer, que sob eles produzia, a cada toque, uma nova e distinta alegria.

Mais tarde, quando estavam para dormir, Ana comentou que gostou especialmente de três coisas: o sabor salgado do leite em sua boca; a dor aguda mas prazerosa advinda do cu; e de ficar por cima, cavalgando, pois, segundo ela, assim o pau ia até a porta do seu útero e produzia uma sensação que outras posições não despertaram.

Depois dessa noite Ana nunca mais foi a mesma. Ela se transformou completamente após conhecer os desejos da carne e as delícias de ser tratada como uma puta. Empolgada com essa grande descoberta Ana passou a tomar tesão de vaca pelo menos três vezes por semana. No começo Doug adorou seu entusiasmo, porém foi se sentindo inseguro na medida em que não dava mais conta.

Um mês depois eles se separaram devido à uma situação bem inusitada. Ana tomou suas pílulas mágicas, eles transaram por seis horas e Doug adormeceu em seguida. Ele acordou duas horas mais tarde e notou que Ana não estava na cama nem no apartamento. Ligou para ela, ninguém atendeu. Ao se debruçar na janela, para procurar na rua, Doug ouviu um gemido agudo vindo do andar de cima, acompanhado de afirmações eufóricas e nervosas.

“AHN! ISSO! Me come! ME COME! Sou uma escrava!”

Doug subiu as escadas às pressas e arrombou a porta do vizinho. Em sua frente ele avistou Ana, no sofá, sentada em cima do pau de um cara, com outro em suas costas fodendo seu cu e um na frente gozando em sua boca. Doug era um pervertido de primeira classe, mas não foi capaz de superar o que viu.

 

O conto acima faz parte do livro “Orgias, Orgasmos & Tapas na Cara: histórias eróticas e absurdas” e está disponível online apenas como forma de apreciação para uma possível compra do livro. É proibida a reprodução deste conteúdo em qualquer meio sem prévia autorização do autor.

 

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