Dono da rave Corona Trance é preso em Ribeirão Preto

Dono da rave Corona Trance é preso em Ribeirão Preto

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Prisão, motivada por colocar a saúde pública em risco, ocorreu na sexta-feira; homem organizava a festa chamada Corona Trance, que ocorreria neste sábado (21), em Ribeirão Preto.

 

 

Um produtor de eventos de Ribeirão Preto foi preso, nesta sexta-feira (20). Em plena pandemia mundial do novo coronavírus, aparentemente, um homem pensou que seria uma boa ideia realizar um evento de trance no estilo PVT.

 

O evento, chamado de Corona Trance, foi descoberto e interditado pela polícia local antes mesmo de acontecer. O suposto produtor foi levado pelas autoridades sob a acusação de colocar em risco a saúde pública e violar todos avisos do governo do estado, além de realizar ligação elétrica clandestina na chácara onde aconteceria o evento.

 

 

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Em 13 de março, o governador João Doria (PSDB), decretou a proibição de eventos e aglomerações em todo o território de São Paulo. A medida visa mitigar a disseminação do coronavírus no Brasil.

 

A prisão ocorreu durante ação conjunta da Polícia Militar, Vigilância Sanitária e Fiscalização Geral da prefeitura da cidade e teve o acompanhamento de promotores do Ministério Público.

 

A festa aconteceria nos dias 21 e 22 de março, no bairro Parque Industrial Tanquinho, em Ribeirão Preto. O evento foi amplamente divulgado nas redes sociais.

 

 

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Segundo cobertura oficial do Portal G1, a medida demonstra desrespeito com o atual cenário da saúde pública do País. “Não é possível admitir, portanto, tamanha afronta como essa praticada pelo autuado. Em plena situação de emergência vem disseminar a propagação do vírus com a promoção de uma festa, inclusive com nome sugestivo, deixando evidenciada sua intenção”, disse, na sentença, o magistrado Hélio Ravagnani, que determinou a prisão preventiva do acusado.

 

Vale ressaltar que Ribeirão Preto registra, até o momento, 6 casos confirmados e 162 casos suspeitos de COVID-19.

 

 

 

O flagrante do Corona Trance

 

Os componentes da força-tarefa e o Ministério Público foram ao local em que aconteceria a Corona Trance na tarde de sexta-feira após se deparar com a propaganda do evento nas redes sociais. 

 

 

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Flyer de divulgação da festa. Foto: Reprodução/Facebook

 

 

Além de irregularidades na distribuição de energia, que tornava o ambiente impróprio para aglomeração de pessoas, foi constatada também o mal condicionamento de alimentos e bebidas. As bebidas, ainda, estavam sem rótulos e lacres o que sugere falsificação.

 

Segundo o promotor, Wanderley Trindade:

 “[A ação] indica personalidade delinquente, transgressora, desafiadora das leis e contrária ao senso comum, justificando a manutenção da prisão, ao menos por ora, para garantir a ordem pública, evitando a reiteração de conduta e a prática de crimes ainda mais graves  (…) Enfim, os delitos praticados infringiram a ordem pública de tal maneira, nesse momento de crise e apreensão, que trouxe sensação de desassossego e insegurança na sociedade, não se vislumbrando outra medida a não ser a conversão do flagrante em preventiva”.

 

 

 

A defesa

 

A defesa do homem preso esclareceu que, apesar de ser o dono da chácara, ele não era o organizador do evento Corona Trance e que ele “o aluga para terceiros, não tendo conhecimento da finalidade da locação em questão”.

 

Ainda segundo seus defensores, o homem já havia cancelado todas as locações, por conta da pandemia de coronavírus, mas não teve a chance de comprovar tais informações no processo. “As provas serão anexadas aos processo no momento oportuno em busca de sua defesa e esclarecimentos”, declarou.

 

Por fim, a defesa informou ainda que o homem foi preso por conta do furte de água e de luz localizado no local, não tendo a prisão relação com a realização do evento. “Essa questão foi trazida no processo pelo Ministério Público em um momento inadequado, sem que houvesse a possibilidade de defesa. Nós nem tivemos conhecimento disso, que não estava no inquérito e, por isso, não pudemos apresentar nossa defesa sobre isso”, informou a advogada Mariana Queiros Reis, uma das defensoras do acusado.

 

 

 

Conclusão

 

Aguardamos o desenrolar da situação bem como o decorrer do processo contra o suposto organizador. Este artigo será atualizado conforme novas notícias sejam veiculadas. 

 

De antemão, que fique claro, mesmo sendo simpatizante e a favor de festas e do desenvolvimento do cenário eletrônico no Brasil, o Portal Mundo não apoia nem defende qualquer evento que ocorra durante a pandemia e as proibições governamentais. Para tanto, recomendamos procurar as redes do seu DJ favorito praticamente todos estão fazendo lives de casa.

 

 

 

 

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