Em busca da cura: pesquisadores criam vacina contra o coronavírus

Em busca da cura: pesquisadores criam vacina contra o coronavírus

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Com base no sequenciamento genético fornecido pela China, laboratório nos EUA revela ter elaborado a vacina em apenas três horas, entretanto, testes em humanos ainda podem atrasar cerca de um ano.

 

O vírus que já infectou milhares de pessoas, principalmente na China, e já fez mais de 100 vítimas de repente se tornou a principal preocupação mundial. A cura até então desconhecida e o número de casos cada vez maior assustam.

 

O patógeno conhecido como coronavírus ou simplesmente “2019-nCoV” faz parte de uma família viral descoberta na década de 60 que tem 7 integrantes conhecidos até o momento, os mais conhecidos são o Sars (Síndrome respiratória aguda grave) e Mers (Síndrome respiratória do Oriente Médio). Os surtos dessas doenças ocorreram, respectivamente, em 2002 e 2012.

 

Mas, diferentemente dos surtos anteriores em que as vacinas para proteger as pessoas levaram anos para ser desenvolvidas, a pesquisa de um tratamento para ajudar a conter o atual surto do coronavírus começou poucas horas após a identificação do vírus.

 

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As autoridades chinesas divulgaram seu código genético rapidamente. Essa informação ajuda os pesquisadores a determinar de onde o vírus provavelmente veio, quais são as possíveis mutações e como proteger as pessoas.

 

Com os avanços tecnológicos e um maior compromisso dos governos de todo o mundo em financiar pesquisas sobre doenças desconhecidas, centros de pesquisa foram capazes de entrar em ação rapidamente.

 

 

Velocidade sem precedentes na produção da vacina

 

Segundo reportagem da BBC, um laboratório em San Diego afirma ter encontrado a vacina para o coronavírus que atualmente assola a região de Wuhan, na China. 

 

Segundo representantes da INOVIO, laboratório responsável pela descoberta, a potencial vacina foi produzida utilizando uma tecnologia nova de sequenciamento de DNA. Atualmente a vacina é chamada de “INO-4800” e o plano é iniciar os testes em humanos até junho deste ano.

 

Kate Broderick, vice-presidente sênior de pesquisa e desenvolvimento da Inovio, disse à BBC: “Depois que a China forneceu a sequência de DNA desse vírus, conseguimos colocá-lo na tecnologia de computador do nosso laboratório e projetar uma vacina em três horas”.

 

“Nossas vacinas são inovadoras porque usam sequências de DNA do vírus para atingir partes específicas do patógeno contra as quais acreditamos que o corpo terá a resposta mais forte”, diz Broderick.

 

“Em seguida, usamos as células do próprio paciente para se tornar uma fábrica da vacina, fortalecendo os mecanismos de resposta natural do corpo.”

 

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Cientistas esperam ter uma vacina pronta para testar em humanos no início de junho. A Inovio diz que, se os testes iniciais em humanos forem bem-sucedidos, serão realizados testes maiores, idealmente em um cenário de surto na China “até o final do ano”.

 

É impossível prever se esse surto já terá terminado. Mas se não houver imprevistos no cronograma da Inovio, a empresa diz que será a mais rápida nova vacina já desenvolvida e testada em uma situação de surto.

 

Quando um vírus semelhante surgiu pela última vez — o da Sars em 2002 —, a China demorou a deixar o mundo saber o que estava acontecendo. Então, quando uma nova vacina começou a ser desenvolvida, o surto estava quase no fim.

 

 

 
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