Em entrevista, Guilherme Boratto fala sobre a carreira, inspirações e show no Rock in Rio

Em entrevista, Guilherme Boratto fala sobre a carreira, inspirações e show no Rock in Rio

entrevista guilherme boratto

Aclamado pelo público e com várias apresentações internacionais, o brasileiro Guilherme Boratto (45), é um dos principais nomes da cena Techno e House e se apresentou recentemente pela quarta vez no Rock In Rio. Além disso, ele possuí seu próprio selo, chamado DOC Records.

 

Em meio à todo esse sucesso, conquistas e agenda lotada, conversamos um pouco com o Gui Boratto sobre sua carreira, inspirações, sua relação com a música e as grandes memórias de sua carreira. 

 

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No início, quais foram as suas inspirações dentro da música?

 

Olha, eu sempre tive a formação de músico, ou seja, gostava de rock e bandas que na época flertavam com sintetizadores.

Na época, meados do final dos anos 80, não havia muita distinção entre o que era indie rock, pós punk ou até mesmo o techno-pop, já que tudo era muito “free-style”. Mas escutava muito Bauhaus, Smiths, Echo & The Bunnymen, The Cure, New Order, Sisters Of Mercy, Depeche Mode, etc, etc, etc.Depois a música “eletrônica”, digamos assim, foi segmentando-se e sub-gêneros naturalmente foram criados, como House, Techno, Trance, Jungle, Drum & Bass, e outros mil sub-gêneros que constantemente vem surgindo todo tempo.

 

Qual set você mais gostou de apresentar?

 

Tenho memórias absurdas como uma das primeiras vezes que toquei “BeautiFul Life”, no festival “I Love Techno”, em Gent, ví absolutamente TODAS as pessoas cantarem o refrão. Outros festivais como “Awakenings”, na Holanda, sempre inesquecível. Tenho lembranças incríveis de Paris, no já extinto “Showcase” e mais tarde “ZigZag”. Difícil eleger a melhor. No Brasil por exemplo, jamais me esquecerei de fechar o Skol Beats, debaixo de chuva, em formato “banda”. Com batera (Cuca Teixeira) e outros 2 músicos (Saulo Pais e Guilherme Costa). Eu toquei baixo, guitarra e todos aqueles “gadgets” eletrônicos que uso normalmente. Dentre eles, drum machines e alguns synths.

 

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Como foi o início da DOC records? Qual a funcionalidade hoje em dia do selo?

 

A ideia de ter um selo meu é antiga. Há anos o Michael Mayer, dono da Kompakt, gravadora alemã a qual faço parte desde meu primeiro single “Arquipélago”, de 2006, vinha tentando me convencer a ter minha própria plataforma onde poderia lançar um material que achava relevante para o mercado. Uma espécie de válvula de escape musical, sabe? Principalmente que conhecia muita gente nova, com pouco acesso, mas extremamente talentosa.

Depois de amadurecer esta ideia, resolvi colocar o plano em prática.

Surgiu então o DOC. Foi o caso dos Elekfantz, que estrearam maravilhosamente bem, com seu primeiro single “Diggin On You”, com remix do Solomun incluso. Depois teve o Shadow Movement, projeto cabeceado pelo paranaense Raphinha Bartel. Aí veio o L_CIO, um artista único, flautista, mas com uma capacidade de hipnotizar a pista como poucas vezes ví.

 

Como funciona seus processos criativos? Qual seus trabalhos favoritos?

 

Eu não tenho um processo criativo único. Posso começar a fazer música com uma simples ideia de baixo, ou uma melodia por exemplo. Claro que somos reflexos daquilo que vivemos e, portanto, nossa música sempre exprime aquilo que estamos passando. Como toco (bem pouco) uns 2 ou 3 instrumentos, gosto de experimentar. Gosto de compor usando diferentes instrumentos. Isso fica bem claro quando escutamos “No Turning Back” que, claramente foi uma canção feita na guitarra. Já do meu último album “Pentagram”, na música “618”, percebemos que a mesma foi claramente composta no teclado. O processo não é importante. A melodia, harmonia e suas relações é que realmente exprimem a composição. Produção é perfumaria. Não menos importante, claro.

 

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Como foi se apresentar no Rock in Rio?

 

Esse ano, a pista eletrônica era a segunda maior área do festival. A decoração, sound system, estavam impecáveis. Fiquei surpreso pelo fato da chuva que caiu bem no meio do meu set não ter interferido na “vibe” da galera, que ficou alí, me prestigiando. Fiquei muito feliz. Pude tocar coisas novas, as antigas que as pessoas esperam, como “Azzurra” por exemplo… Consegui dar meu recado de forma carinhosa, mas vanguardista ao mesmo tempo.

 

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