Governo planeja implantar drogômetros para fiscalizar motoristas chapados

Governo planeja implantar drogômetros para fiscalizar motoristas chapados

drogômetro

O atual governo brasileiro estuda adotar uma nova fiscalização nas estradas brasileiras. Além dos etilômetros, que detectam o uso de álcool, já popularizados nas blitz de trânsito como ‘bafômetros’, a ideia é implantar o ‘drogômetro’, aparelhos importados capazes de identificar se o condutor utilizou maconha, cocaína, ecstasy e outros entorpecentes psicoativos.

 

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Luiz Beggiora, titular da Secretaria Nacional de Políticas sobre Drogas (Senad), órgão ligado ao Ministério da Justiça e Segurança Pública, afirmou em entrevista ao jornal O GLOBO que o projeto do drogômetro é uma das prioridades da atual gestão. No fim do ano passado quatro aparelhos foram testados no Rio Grande do Sul e desde então os resultados vem sendo tomados como norte para a aprovação e aplicação da ideia. Ainda segundo Beggiora, “é fundamental que haja uma ampliação da fiscalização de substâncias psicoativas entre os motoristas para reduzir os acidentes e mortes no trânsito.”

Estudo americano diz o contrário 

A maconha pode não contribuir com o aumento de acidentes e mortes no trânsito, é o que aponta uma pesquisa da NHTSA — National Highway Traffic Safety Association, pois é possível que o risco seja insignificante. A metodologia foi a seguinte: os motoristas que se envolviam em acidentes tinham os níveis de álcool e tetrahidrocanabinol (THC, o princípio ativo da maconha) comparados com o de motoristas que não sofreram incidente/acidente algum no trânsito, no mesmo dia e na mesma hora.

Levados em consideração idade, gênero e etnia, a NHTSA disse que “não houve aumento significativo no risco de envolvimento em acidentes” entre os motoristas que consumiram maconha, ou seja: a proporção de motoristas de 18 a 30 anos que se envolvem em acidentes após usar maconha é praticamente a mesma dos motoristas dessa faixa etária que não consumiram a droga.

 

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Além disso, um estudo publicado em 2009, quando 16 estados dos EUA permitiam o uso medicinal da erva, levou em conta as estatísticas do consumo de cannabis e cruzou com os dados sobre o número de acidentes e consumo de álcool — o uso de maconha levava a uma redução no consumo de álcool entre os adultos, o que reduziu em cerca de 9% o número de acidentes. Por fim, o Portal Mundo não recomenda a direção para pessoas sob efeitos de qualquer substância psicoativa. As chances de se tomar uma decisão equivocada são maiores, logo, dirigir sem estar completamente sóbrio não é uma boa ideia e em breve você pode ser flagrado em um drogômetro.

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