Guerra à Netflix: gigante americana começa a perder assinantes

Guerra à Netflix: gigante americana começa a perder assinantes

Netflix perdendo de assinantes

Até pouco tempo atrás a Netflix dominava sem grandes concorrentes os serviços de streaming para filmes e séries. No entanto, o cenário parece estar mudando e se complicando para a gigante americana.

 

A Netflix ainda é a maior na área, mas apenas em 2019 ela perdeu consideráveis 130 mil assinantes, o que representa, em reais, uma queda no faturamento mensal de significativos R$2.847.000, se considerarmos o pacote mais básico, de R$21,90. Essa é a primeira vez em oito anos que a empresa tem uma queda no número de assinantes.

 

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Diversos motivos podem estar por trás dessa queda no número de assinantes da Netflix. Vejamos alguns:

 

Forte concorrência

 

A Netflix já enfrenta uma forte concorrência, mas o mercado de streaming se tornará ainda mais concorrido principalmente a partir de 2020. Gigantes como Amazon, Apple, AT&T e Disney estão ingressando no mercado e investindo valores astronômicos em produções independentes e na aquisição de direitos de transmissão.

 

A Disney lançará em novembro (para o público note-americano) o Disney+, plataforma que chegará com mais de 20 títulos exclusivos. Entre os lançamentos estarão aventuras inéditas de Monstros S.A, uma nova versão de High School Musical, entre outros. Para se ter uma ideia do ímpeto com o qual a Disney desembarcará na área de streaming, Robert Iger, CEO da The Walt Disney Company, declarou em abril que “nenhuma outra empresa de tecnologia pode rivalizar com nossa biblioteca de conteúdo. […] estamos começando em uma posição de força, confiança e otimismo desenfreado”.

 

A AT&T, uma das maiores empresas de telecomunicação dos Estados Unidos, que controla HBO, WarnerBros, Cartoon Network, CNN, entre outros canais, também está nessa briga. Diferente da Disney, ela já possui em atividade a sua plataforma de streaming, intitulada HBO Max. Entre os principais nomes da HBO Max, estão produções como o sucesso mundial Game of ThronesUm Maluco no Pedaço, O Senhor dos Anéis, Big Little Lies Friends – que vai deixar o catálogo da Netflix a partir de 2020, pois a WarnerMedia “recolheu” os direitos para transmitir a série na HBO Max.

 

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Quanto ao serviço oferecido pela Amazon, assim como a AT&T sua plataforma já está na ativa e crescendo constantemente. A Amazon Prime Vídeo já atua no mercado brasileiro há três anos. Entre seus principais títulos estão “The Marvelous Mrs.Maisel”, série vencedora de 4 Emmy’s incluindo o de melhor série de comédia; “Fleabag”, “Homecoming” e outros títulos que constantemente são premiados – e consequentemente chamam atenção dos telespectadores.

 

Correndo por fora nessa briga está também a Apple. O serviço de streaming da maça, intitulado Apple TV+, tem lançamento mundial previsto para o dia 01 de Novembro. Assim como as outras empresas, a Apple investiu valores astronômicos para trazer pro seu time estrelas como Oprah Winfrey, J.J. Abrams, Steven Spielberg e outros. O serviço custará no Brasil apenas R$9,90 e terá 07 dias para avaliação gratuita.

 

Como se não bastasse, no Brasil a Netflix enfrenta ainda a concorrência do Grupo Globo. Lançada em 2015, a Globoplay oferece toda a programação aberta da emissora e ainda conteúdo original, assim como séries estrangeiras onde possuem direitos exclusivos de transmissão.

 

Cancelamento de séries

 

Imagina só: você está lá viciado em uma série, prestes a terminar uma temporada e já ansioso pela próxima, aí vem a plataforma e anuncia o cancelamento da série. Broxante, não é mesmo?

 

Por isso, este fator certamente está atrapalhando os negócios da Netflix. Recentemente, a empresa anunciou o cancelamento de títulos queridos mundialmente, como “One Day at a Time” “Santa Clarita Diet”. Isso provoca no público certo receio e medo de se apegar à uma produção – visto que pode ser cancelada a qualquer momento. É como assinar um contrato que não possui cláusula que aborde a rescisão; você fica sem segurança alguma.

 

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Público mal acostumado

 

A Netflix acostumou muito mal os seus assinantes. Durante boa parte deste ano e do ano passado, a plataforma lançou seguintes títulos – séries e filmes – e com isso fez com que seu público se acostumasse a ver, constantemente, conteúdo inédito na plataforma. Este tema inclusive foi abordado entre os especialistas americanos quando Roma foi indicado ao Oscar. Mas é muito difícil, e principalmente muito caro, manter uma produção de alto nível e constante – ainda mais com o mercado em queda. Por isso, segundo especulações que saíram na imprensa americana, a Netflix deve passar a priorizar a qualidade ao invés de quantidade em seus lançamentos.

 

Em um futuro próximo saberemos se a Netflix vai sobreviver a essa forte concorrência ou se irá sucumbir em um mercado que ela mesma deu vida. Mas apesar dos fatores aqui ressaltados, tudo depende única e exclusivamente de uma coisa: da qualidade do conteúdo original de cada plataforma. Quem se sobressair nos títulos, com certeza ficará com a maior parte do bolo.

 

 

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