Israel importará 2,5 toneladas de maconha para fins medicinais

Israel importará 2,5 toneladas de maconha para fins medicinais

A empresa israelita de saúde Canndoc encomendou 2,5 toneladas de maconha à Tilray, empresa de produção e distribuição de cannabis medicinal, que vai exportar o produto a partir da base de Cantanhede, em Coimbra. O anúncio foi feito esta quinta-feira, 2 de janeiro, pela multinacional do Canadá.

 

A primeira encomenda no montante de 250 quilogramas deverá chegar a território israelita ainda em janeiro e será a primeira vez que Israel, onde a aplicação medicinal também já é legal, importa cannabis.

 

De acordo a imprensa internacional, neste momento em Israel há falta de oferta de cannabis para ser transformada em medicamentos.

 

A Canndoc, fundada em 2008, tem permissão para produzir medicamentos com cannabis medicinal em Israel, sendo a primeira empresa do país a fazê-lo. Há mais de 10 anos que investe nesta área, tendo “milhares de patentes”, segundo o comunicado das duas empresas.

 

Apenas foi revelado o montante da encomenda, não tendo sido revelado o valor da transação. Após ser transformado em medicamento, o produto final será vendido nas farmácias israelitas. Segundo o The New York Times, o mercado de maconha medicinal em Israel deverá chegar a 100 mil pacientes até ao final deste ano.

 

Esta encomenda faz parte de um acordo estratégico assinado entre as duas empresas. Caso venha a ter uma licença para exportar, a Canndoc deverá também vender canábis medicinal à Tilray para os produtos da empresa canadiana.

 

Ao todo, a partir do Canadá, a Tilray já exporta para 15 países, incluindo para a Alemanha, cujo produto também tem origem em Portugal. O 14.º mercado da Tilray foi a Suíça, segundo um anúncio de dezembro.

 

Recorde-se que a Tilray fechou recentemente um acordo com o Esporão, no Alentejo, para aumentar a produção de canábis em Portugal. Para além do novo projeto na região alentejana, a Tilray conta já com 5 hectares de área de cultivo e processamento em Cantanhede.

A empresa tem também uma parceria até 2024 com a Universidade de Coimbra para desenvolver produtos médicos derivados de canábis.
 
 
Comentários