Maconha sintética: O que é, riscos e impactos na saúde

Maconha sintética: O que é, riscos e impactos na saúde

maconha sintética

Com efeitos semelhantes aos da erva natural, porém causando convulsões e sérios danos ao cérebro, a maconha sintética é uma droga perigosa e o risco de perder a visão é alto.

 

A droga K2, Spice ou mais conhecida como maconha sintética ganhou destaque nos noticiários do mundo, em 2016, por conta de uma overdose em massa, no bairro do Brooklyn, em Nova York.

 

Mais de trinta pessoas foram encontradas com sinais da droga e precisaram serem imediatamente socorridas.

 

 

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“Era que nem uma cena de The Walking Dead, as pessoas estavam cambaleando em todos os cantos”, afirmou um dos moradores da região, Brian Arthur, enquanto transmitia o desespero dos usuários em um vídeo ao vivo no seu Facebook.

 

Publicado por Arthur SpmgEnt Brian em Terça-feira, 12 de julho de 2016

 

De acordo com o jornal The New York Times, os usuários da droga na região são conhecidos como “zumbis” e uma nova legislação, em 2015, proibiu a comercialização da droga sintética em estabelecimentos comerciais, reduzindo o consumo do K2 em até 85% – e, no entanto, o problema continua até hoje, em especial entre os sem-teto.

 

Apesar da sua comercialização ser proibida, em Nova York, a ‘maconha sintética’ não possuí um fabricante específico. São muitos fornecedores, o acesso é relativamente fácil e custa cerca de US$ 1, numa pesquisa rápida pela internet você consegue achar vendas de pacotes individuais e até lotes da substância, inclusive no Brasil.

 

 

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Um estudo, o Global Drug Survey 2015, detectou pela primeira vez que a versão sintética da maconha vem sendo usada no Brasil. No país, o levantamento é coordenado pela Unifesp e divulgado na Folha de S.Paulo.

 

Disfarçada de incenso e ervas aromatizadoras, através dos tradicionais nomes Spice, K2, High Legal, Black Mamba, Cannabis Blends, entre outros, o importante é destacar o que realmente é essa tal de “maconha sintética”que não tem nada a ver com a maconha natural.

 

 

O que é maconha sintética

 

Na sua essência, maconha sintética é uma mistura de produtos químicos industriais com moléculas sintéticas de THC pulverizados sobre qualquer erva seca – como capim, envolto em brilhantes e chamativos pacotes coloridos são vendidos sob uma variedade de nomes – K2 e Spice sendo as mais conhecidas – embora centenas de outras marcas foram encontradas.

 

Enquanto ela é projetada para se parecer com maconha, mesmo não possuindo aroma e a aparência da natural, o seu consumo afeta o cérebro de forma diferente do que a droga natural, e, de acordo com o NIDA – o Instituto Nacional de Abuso de Drogas, nos EUA, informa que os usuários podem experimentar: ansiedade, agitação, náuseas, vômitos, hipertensão arterial, convulsões, alucinações, pânico, incapacidade de comunicação, paranoia, além de levar o usuário a agir com violência.

 

 

Como surgiu?

 

Na década de 90, na Carolina do Sul, o químico americano John W. Huffmann, começou a sintetizar canabinóides, na busca de medicamentos para o alívio do sofrimento de pacientes de aids e câncer, mas que acabou por fim se tornando uma droga perigosa.

 

Anos depois Huffmann, não gosta de falar sobre o assunto e já declarou a uma rádio da Carolina do Norte: “Você não pode ser responsabilizado pelo que idiotas (usuários) fazem”.

 

 

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Para Dartiu Xavier da Silveira, psiquiatra e pesquisador da Unifesp, a maconha sintética surgiu por conta da proibição das drogas, como declarou a Folha. “Toda medida proibicionista leva a novas modalidades de uso das drogas, muitas vezes mais perigosas”, afirma.

 

Dartiu considera a maconha natural uma droga segura. “Se você levar em conta o número de pessoas que usam maconha e os problemas decorrentes, a porcentagem é muito pequena, mesmo em comparação ao uso de drogas lícitas, como álcool e tabaco.”


Por que é tão popular?

 

Primeiro, o preço. Enquanto nos EUA o preço da maconha real pode variar de Estado para Estado, a droga sintética custa muito menos, vendida em algumas lojas como incenso e na sombra da lei se torna um hit para as crianças e moradores de rua.

 

Segundo. A maconha sintética não aparece nos testes de drogas, tornando-se a primeira escolha para as pessoas que enfrentam exames frequentes, como os militares ou quem tiver sob supervisão judicial.

 

Países como Hungria, Polônia e Nova Zelândia proibiram a comercialização da substância desde meados de 2014.

 

 

É ilegal?

 

Nos primeiros anos de existência, os fabricantes tiveram pouca preocupação com a fiscalização, já que eles comercializavam a substância como incenso e e tinha estampado nas embalagens “Não é para consumo humano”.

 

 

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Como o uso e a doença atingiram níveis preocupantes, estados como New Hampshire, Nebraska e Nova York começaram a reprimir. Regulamentar ajuda a reduzir a disponibilidade e o uso, mas isso não tem sido a melhor forma, especialmente por que os compostos estão constantemente sendo alterados para contornar a regulamentação e a proibição.

 

Em entrevista à NBC New York, um adicto disse que depois que as lojas de conveniência foram proibidas de vender a substância ele acabou indo morar na rua. “Eles (fabricantes) possuem caras que andam por aí vendendo porque estão cientes que a polícia está de olho nas lojas”, disse o usuário.

 

 

 

 

Com efeitos semelhantes aos da erva natural, porém causando convulsões e danos irreparáveis ao cérebro, a maconha sintética é uma droga perigosa e o risco de perder a vida não vale a brisa. Fica o alerta, informação também é redução de danos.

 

Artigo publicado originalmente em inglês pela RollingStones, informações também coletadas no SmokeBuddies.

 

 

 

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