Multa por fumar maconha e crack pode se tornar realidade

Multa por fumar maconha e crack pode se tornar realidade

Multa por fumar maconha e crack

A Prefeitura de São Paulo pretende implementar um programa de multa por fumar maconha e crack em vias públicas, além de regulamentar o consumo de álcool e cigarro em parques municipais.

 

Enquanto a guerra às drogas segue seu maior apogeu, diante da atual gestão presidencial, a Prefeitura de São Paulo divulgou no início deste mês uma nota de que pretende implantar um sistema de multas por fumar Maconha e Crack em vias públicas. A informação foi recém divulgada pela jornalista Mônica Bergamo, da Folha.

 

Primeiramente, o projeto de lei cunhado pelo prefeito Bruno Covas (PSDB), especula aplicar multa de até R$500 para o usuário pego em flagrante. A medida constitui um aditivo de outro projeto de lei para multar o consumo de drogas lícitas, como o álcool e o cigarro, em parques municipais.

 

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O questionamento da atitude da Prefeitura estampou as principais manchetes deste mês como uma segunda tentativa de fazer a vontade do Governador João Dória, que em 2017 tentou extinguir a Cracolândia das ruas de São Paulo.

 

O valor da penalidade também foi motivo de desavenças públicas, uma vez que um usuário de Crack, em sua grande maioria ou em sua totalidade não tem condições de arcar com o valor da penalização.

 

Multa por fumar maconha e crack e a guerra às Drogas em São Paulo

 

Há cerca de dois anos foi travada uma guerra maior ainda em São Paulo. A Guarda Civil Metropolitana (GCM) mapeou 22 pontos de uso e distribuição de crack e outras drogas desencadeando o confronto que perdura até hoje. Na época, em palavras do então prefeito Dória, “A cracolândia morreu”.

 

Dois anos se passaram e o que observamos hoje é a migração constante das massas de usuários de drogas em situação de rua. A chamada região da “Nova Luz”, que se move de quarteirão em quarteirão conforme a repressão das autoridades aumentam.

 

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A cracolândia não vai acabar com uso de força policial

 

Observamos no cenário mundial ondas distintos acontecendo. Alguns países legalizam o uso recreativo da maconha e outros preferem se manter conservadores.

 

Na América Latina existe o exemplo dos irmãos uruguaios. Afinal, com o ex-presidente Pepe Mujica, o país fez história mudando suas políticas públicas.

 

Em 2015 Mujica disse: “Não se trata de legalização ou de ‘viva a maconha’. Não. É uma praga. Mas não estávamos conseguindo vencer a guerra contra o narcotráfico e decidimos atacar o que eles mais prezam, que é o negócio”.

 

O ex-presidente critica ainda a opção insistente pela repressão. “Estou convencido pelo conselho de Einstein: quando você quer mudar as coisas e voltar a fazer o mesmo, nada muda. Há muitos anos estamos reprimindo, perseguindo e estamos cada vez pior. Então começamos a pensar em alternativas. E, por isso, eu uso a palavra experimento”, encerrou.

 

Em São Paulo a realidade não se faz diferente. As autoridades competentes precisam aceitar que dependência química não é caso de polícia, mas de saúde pública. Afinal, em uma década o governo brasileiro gasta em tratamento de dependentes químicos o que investe em um ano em segurança pública.

 

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As penalizações podem entrar em vigor ainda no primeiro semestre de 2019. Em suma, elas podem colaborar para a ascensão da violência.

 

E você, o que pensa a respeito dessas multas?

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