Nobel de Física 2019 premia teórico e descobridores de exoplanetas

Nobel de Física 2019 premia teórico e descobridores de exoplanetas

O prêmio Nobel 2019 de Física foi concedido a três pesquisadores, dois são pioneiros na busca de planetas com vida fora do nosso sistema solar e o outro é um dos maiores nomes da cosmologia.

 

 

A Academia Sueca de Ciências anunciou hoje, terça-feira (8) os ganhadores do Prêmio Nobel de Física de 2019. O prêmio, no entanto, será dividido entre três pesquisadores, são eles: James Peebles, físico canadense e titular da Universidade de Princeton e a dupla Didier Queloz e Micheal Mayor, de Cambridge e Genebra.

 

 

O trabalho dos três não ocorre na mesma área de estudo, sendo Peebles um famoso teórico da cosmologia que investiga, principalmente, a origem do Universo pós Big Bang.

 

 

Quéloz e Mayor foram premiados por uma descoberta ocorrida em 1995 e que abriu caminho para avanços no que tange os chamados exoplanetas. Trata-se de um planeta que orbita uma estrela parecida com nosso Sol.

 

 

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O Nobel deste ano tinha como prêmio 9 milhões de coroas suecas, equivalentes a aproximadamente 3,5 milhões de reais. A divisão do prêmio entre os pesquisadores ficou sendo metade para Peebles e a outra metade dividida entre a dupla que pesquisa exoplanetas.

 

 

 

Um pouco da pesquisa de Peebles sobre a origem do Universo

 

 

A pesquisa de Peebles estuda, fundamentalmente, a chamada radiação cósmica de fundo. O fenômeno consiste em ondas eletromagnéticas que estão presentes em todo o espaço, presentes desde o início do Universo conhecido.

 

 

A origem destas ondas se deu a partir da junção de átomos e elétrons na gênese do universo. Este processo, que ainda está ocorrendo e ecoando por aí, é analisado por telescópios especiais sensíveis a microondas desde 1965

 

 

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Os avanços neste campo possibilitaram aos teóricos avançar  no entendimento mais profundo dos primeiros milênios do Universo (que hoje têm 13,8 bilhões de anos).

 

 

Peebles particularmente trouxe à tona mais evidencias que demonstram como o Big Bang ocorreu, além de corroborar com pesquisas para determinar idade, formato e conteúdo do Cosmo. Peebles é desde então considerado o pai da cosmologia moderna.

 

 

 

Mayor, Queloz e a pesquisa de exoplanetas

 

 

Esta verdadeira dupla dinâmica foi pioneira na descoberta de exoplanetas, sendo que a primeira ocorreu em 1995. O trabalho, na época, foi tido como revolucionário e inaugurou um campo completamente novo de estudos.

 

 

Exoplanetas são essencialmente planetas que estão fora do nosso Sistema Solar, orbitando estrelas semelhantes ou não ao Sol.

 

 

A busca por exoplanetas é hoje a maior esperança de se encontrar vida fora do nosso planeta ou mesmo condições semelhantes à da Terra para comportar vida. Um dos objetivos é justamente encontrar um planeta que possa ser habitado pelas espécies provenientes da Terra — seria esse o princípio para a busca de uma colônia?

 

 

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A atual lista de exoplanetas conta com 55 planetas que podem ou não se enquadrar nos parâmetros necessários para a vida terrestre. O que não se pode afirmar ainda é se algum deles é com certeza compatível, ainda faltam estudos e variáveis a serem testadas.

 

 

Além da constante busca por planetas compatíveis com nossa vida, é claro, os pesquisadores procuram formas de vida diferente da encontrada em nosso Sistema Solar.

 

 

Um grande passo para essa busca acontecerá em 2021 quando a NASA pretende inaugurar o telescópio James Webb, que será a ferramenta especializada na busca de vida fora do nosso Sistema Solar.

 

 

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