Nuvem de gafanhotos se aproxima do sul do Brasil, veja o vídeo

Nuvem de gafanhotos se aproxima do sul do Brasil, veja o vídeo

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Entidades argentinas e brasileiras tem se preocupado com o avanço da nuvem de gafanhotos que vem causando destruição desde o Paraguai.

 

Veja vídeo: 

 

 

 

O Serviço Nacional de Sanidade e Qualidade Agroalimentar da Argentina (SENASA) informou publicamente sobre um estudo que aponta a fronteira oeste do Rio Grande do Sul e sudoeste do Estado de Santa Catarina como zona de perigo e que poderá sofrer com os impactos econômicos da praga.

 

No entanto, o mais provável é que o Uruguai seja mais atingido que o Brasil. Os insetos conseguem percorrer distâncias absurdas de acordo com as correntes de ar. Ainda assim por causa da proximidade com o Sul do país, é necessário que os órgãos estaduais e os agricultores fiquem atentos para “eventuais medidas de controle da praga caso esta nuvem ingresse em território brasileiro”.

 

Os insetos são oriundos do Paraguai, onde destruíram plantações de milho, e chegaram no território argentino no fim da última semana.

 

Segundo as informações divulgadas pelas autoridades, 1 km² pode ter mais de 40 milhões de insetos. A estimativa é de que por onde eles passem, consumam em pastagem o equivalente a 2.000 vacas por dia. Vale salientar que não existe risco ao ser humano, nem físico nem sanitário, porém o impacto econômico a grandes e pequenos produtores rurais pode ser milionário.

 

 

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A Companhia Integrada de Desenvolvimento Agrícola de Santa Catarina (Cidasc) informou nesta terça-feira (23) que tem acompanhado a questão da nuvem de gafanhotos que está na Argentina e pode chegar ao Brasil, e pede aos produtores, especialmente na região da fronteira, que avisem o órgão caso percebam algo nesse sentido. Já a Federação da Agricultura e Pecuária do Estado (Faesc) diz que, tecnicamente, não há chance de os insetos virem para o território catarinense.

 

A Cidasc diz que ainda aguarda diretrizes do Ministério de Agricultura e Pecuária (Mapa) para definir o que será feito em relação aos insetos. “Esse contato já foi feito e estamos aguardando. Normalmente depois dessa orientação é montado um plano de contingência”, explicou a gestora da Divisão de Defesa Sanitária Vegetal do órgão catarinense, Fabiane dos Santos.

 

Segundo ela, essa espécie é do Hemisfério Sul e manifestações assim ocorrem em anos mais secos, como o atual. A gestora falou também que, tecnicamente, existe a possibilidade de a nuvem chegar a Santa Catarina por causa da capacidade de deslocamento dos gafanhotos e que, como a época é de entressafra, pastagens seriam mais afetadas. Mas, ponderou que eles são uma praga polífaga, ou seja, que comem “de tudo”.

 

 

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