Pessoas com déficit de atenção (TDAH) tendem ao abuso de drogas

Pessoas com déficit de atenção (TDAH) tendem ao abuso de drogas

Saiba porquê pessoas com déficit de atenção (TDAH) tendem ao uso e abuso de drogas

Você sabe por que usa e/ou abusa de drogas? Ou por que as usa constantemente? O capítulo 9, do livro “Mentes Inquietas”, da psiquiatra Ana Beatriz Barbosa Silva, fala exatamente sobre isso. Ter Transtorno de Déficit de Atenção com Hiperatividade (TDAH) é muito comum nos dias atuais. Apesar de sua ligeira popularização, este é um transtorno descoberto recentemente pela psiquiatria. A propósito, pessoas com TDAH têm uma característica peculiar: estão muito mais propensos ao uso e abuso de drogas.

 

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Para tratar do assunto, deve-se primeiramente entender o que significa TDAH. A sigla faz menção ao Transtorno do Déficit de Atenção com Hiperatividade. Em suma, é o transtorno da atenção (termo correto, uma vez que não é um déficit, e sim uma alteração), hiperatividade e impulsividade.

 

Quem deve te diagnosticar como TDAH é seu médico da psique: psiquiatra ou psicólogo. Mas o tema em questão não é ser ou não TDAH; mas explicar o porquê dos indivíduos que o possuem estarem mais propensos ao vício e abuso de drogas, seja estimulantes ou relaxantes; cocaína ou maconha; cigarro ou álcool; analgésicos ou anfetaminas.

 

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O déficit de atenção, a concentração e a pedida por drogas e substâncias

 

A tentativa de se organizar é demasiadamente grande.  A explicação psicológica é de que tais indivíduos tendem a se “automedicar”, uma vez que suas mentes estão sempre a mil por hora, com pensamentos desordenados e constantemente dispersos no que lhes interessa. Com as drogas, tais indivíduos buscam reordenar, no cérebro, o que os levem desconforto. Desta forma, elevar o humor (decorrente da baixa autoestima, que, constantemente, os afetem), aliviar dores, anestesiar sentimentos, entre outros fatores, são o que pessoas com déficit de atenção procuram com o uso de drogas.

 

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As substâncias, em primeira mão, fazem com que o TDAH sinta-se, de fato, melhor. Maconha, álcool ou analgésicos são relaxantes e proporcionam um elevado déficit na ansiedade destes indivíduos. A cocaína e a cafeína, por exemplo, são estimulantes que podem fazer com que a pessoa sinta-se mais concentrada e organizada. Destaque ao fato de que muitos TDAH possuem insônia, instabilidade emocional, tristeza, ansiedade e angústia.

 

Com esses sentimentos, há uma explosão psíquica que os leva a um estado de desconexão mental, no qual o indivíduo se considera estranho de si mesmo.

 

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Milhões de TDAH não são diagnosticados. Isso dá brecha à dependência química e ao uso crônico de tais substâncias, uma vez que, ao entrarem em contato com elas, sentem um enorme alívio momentâneo.

 

A cocaína e anfetaminas são drogas de grande potencial para os portadores do transtorno. Da mesma forma, álcool e maconha são comumente utilizados. Com isso, conclui-se que as pessoas com TDAH não só buscam reorganização mental, mas também suprir a grande angústia que sentem dentro de si, bem como a ansiedade.

 

O déficit de atenção (TDAH) e o uso de drogas

 

A psiquiatra ainda cita o uso a curto e longo prazo das substâncias. Com ênfase no álcool, maconha e cocaína, ela relata obstáculos vivenciados em longo prazo pelos usuários que abusam das substâncias. Em curto prazo, parece, realmente, funcionar.  Mas quando passado o tempo, a dependência química gera diversos problemas. Em suma, dá, ao indivíduo, uma sensação de desconforto ainda maior, o que gera, como consequência, grande desestruturação.

 

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Para ressaltar tal acontecimento, a médica usa uma frase de Wendy Richardson. “Automedicar DDA com álcool e outras drogas é como apagar fogo com gasolina. Sua vida pode explodir se você tentar ludibriar as chamas do DDA.”

 

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Aos TDAH, vale a atenção e a autorreflexão sobre a finalidade do uso das drogas. Ademais, é de grande valor a diferenciação entre uso e abuso. Isso deve estar na mente de todos, não só dos TDAH.

 

Por fim, o livro ‘Mentes Inquietas’ é valioso a quem desperta o interesse de autoconhecimento e deseja entender as profundezas da mente. Vale a leitura.

 

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