Primeira escola pública de surfe para pessoas com deficiência é inaugurada em Santos

Primeira escola pública de surfe para pessoas com deficiência é inaugurada em Santos

surfe para pessoas com deficiência

A primeira escola pública do mundo de surfe para pessoas com deficiência é do Brasil e fica em Santos, baixada paulista. O espaço foi inaugurado na primeira semana de 2020. A escola conta com equipamentos adaptados, sala para atividades complementares e seis professores, além de um terapeuta e um coordenador.

 

Recursos de acessibilidade para as pranchas foram desenvolvidos pelo professor Cisco Araña, referência em inclusão no esporte. O projeto é fruto de uma parceria público-privada, tem 80 inscritos, mas capacidade para 240 alunos. 

 

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“O surfe acalma e melhora a concentração, fortalece as relações entre as pessoas e as amizades”, diz Valderiz Gomes Mariano, mães de Anderson Mariano, de 38 anos. Anderson tem síndrome de Down e começou a surfar há dez anos, ao conhecer Aranã na Escola Radical de Surfe de Santos

 

Anderson é um dos 80 anos inscritos na Escola Radical de Surfe Adaptado de Santos, inaugurada na primeira semana de 2020. A escola é a primeira do mundo pública voltada para pessoas especiais. O projeto, idealizado pelo professor Araña, começou a ser construído em 2017, em uma parceria entre a prefeitura de Santos e a empresa Blue Med Saúde. 

 

Para Enzo Todini, de 13 anos, que tem paralisia cerebral e síndrome de West, a escola de surfe para pessoas com deficiência lhe proporciona considerável evolução física e social conforme participa. “O contato com o mar, os exercícios e os estímulos, tudo isso ampliou a sociabilidade. Com a abertura da escola, ele poderá surfar com mais frequência, entrar na água…” comemora Itália Todini, mãe de Enzo. 

 

Enzo Todini, 13 anos, um dos alunos da escola. 

 

Diferenciais da escola de surfe para pessoas com deficiência

 

Um dos principais diferenciais da Escola Radical de Surfe Adaptado de Santos é um espaço interno para ser usado quando não for possível entrar no mar, por razões de mudanças climáticas, tamanho das ondas, chuvas, ventos, trovoadas ou então outras situações. 

 

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As pranchas desenvolvidas pelo professor Cisco Araña funcionam como soluções individuais para cada aluno. As soluções consideram de que maneira as deficiências modificam a relação desses alunos com os equipamentos. 

 

“Temos três pranchas com dez adaptações para pessoas com deficiência visual. São recursos táteis que dão referência para o posicionamento das mãos e dos pés” explica o professor. “Isso começou a ser elaborado a partir da chegada do Val (Valdemir Pereira, 50 anos, primeiro surfista cego do Brasil), por volta de 1995” conta Araña.

 

Os materiais aplicados nas adaptações têm baixo custo. São feitos principalmente em E.V.A (Ethylene Vinyl Acetate ou Etileno Acetato de Vinila), com formatos e cortes direcionados às pranchas, além do famoso “macarrão piscina”, feito de polietileno, um plástico atóxico, leve, flexível e impermeável.

 

*Com algumas informações do Estadão

 

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