Segundo estudo, uso de tabaco pode tornar as atividades prazerosas desagradáveis

Segundo estudo, uso de tabaco pode tornar as atividades prazerosas desagradáveis

uso de tabaco

Segundo um estudo recente publicado no site do “Instituto Drug Abuse”, dos EUA, a probabilidade de um fumante parar de fumar em suas mais diversas tentativas é baixa, devido aos sintomas de abstinência afetiva negativa e desconfortável decorrente do uso de tabaco.

 

Os sintomas de abstinência de nicotina estão ligados, pelo menos em parte, à atividade reduzida no sistema de processamento de recompensas do cérebro, de modo que os cientistas querem entender melhor a atividade nessas áreas do cérebro antes e depois de receber medicamentos antifumo. 

 

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Neste estudo, os pesquisadores administraram dois medicamentos comumente usados para parar de fumar (adeviso de nicotina e areniclina) ou placebo a não fumantes e fumantes (que não haviam fumado da noite para o dia). 

 

Os pesquisadores pediram aos participantes que jogassem um jogo no qual recebessem feedback positivo ou negativo com base em seu desempenho. Ao mesmo tempo, os pesquisadores mediram a atividade cerebral dos participantes usando ressonância magnética funcional (fMRI). Isso permitiu que os cientistas observassem a habenula e o estriado do cérebro, duas regiões interconectadas que se acredita estarem ligadas ao processamento de recompensas. 

 

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Pesquisas anteriores usando essa tarefa mostraram que o feedback positivo ativou o estriado, enquanto o feedback negativo ativou a habenula. 

 

Neste estudo, os fumantes são comparadas aos não fumantes, mostrando atividade reduzida no estriado quando receberam feedback positivo. Reduções maiores foram associadas a níveis mais altos de dependência de nicotina. Este efeito não mudou quando os fumantes receberam qualquer medicação antifumo

 

Esses achados sugerem que esses medicamentos não têm como alvo o estriado e que os fumantes tratados com eles provavelmente continuam a experimentar déficits no processamento de recompensas que poderiam tornar as atividades prazerosas menos agradáveis. 

 

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O estudo também descobriu que maior atividade na habenula, que tem sido associada à retirada de nicotina e reforço negativo, foi associada a níveis mais altos de desejo por tabaco. 

 

Imagens da ressonância magnética funcional mostram atividades cerebrais com vício em nicotina (esquerda) e sem o vício (direita). (Imagem: Jessica S. Flannery and Matthew T. Sutherland)

 

O uso de tabaco diminuiu a atividade da habenula após feedback positivo e negativo em fumante, mas não em não fumantes. Os cientistas sugerem que a atividade elevada da habenula durante a abstinência é um alvo potencial para novos medicamentos antifumo. 

 

O estudo foi conduzido por cientistas do “Programa de Pesquisa Intramural” do NIDA e da Universidade Internacional da Flórida. Para ler o artigo na íntegra (em inglês), clique aqui.

 

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