Mulheres que sofrem sexismo têm 3x vezes mais chances de desenvolver depressão

Mulheres que sofrem sexismo têm 3x vezes mais chances de desenvolver depressão

mulheres que sofrem sexismo e depressão

Mulheres que sofrem sexismo por discriminação sexual têm três vezes mais chances de desenvolver depressão. As informações são de uma pesquisa recente realizada por cientistas da University College London (UCL).

 

Os pesquisadores realizaram uma investigação para explorar se existe conexão entre a experiência de sexismo e o bem-estar mental da mulher. A equipe analisou dados de 2.956 mulheres, com 16 anos ou mais. Foram feitas perguntas se elas se sentiram inseguras, se já foram chamadas por nomes, ameaçadas ou fisicamente atacadas, em uma margem de tempo de 1 ano.

 

Em seguida as entrevistadas foram questionadas sobre o motivo pelo qual sentiram que foram discriminadas. O intuito era encontrar o sexismo como causa para a seguir relacionar com desenvolvimento da depressão. assim como o estado de sua saúde mental.

 

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Sexismo e depressão: os resultados do estudo

 

De acordo com as descobertas, que foram publicadas na revista Health Psychology, as mulheres que disseram acreditar terem sido discriminadas por causa do sexo tinham três vezes mais chances de relatar depressão. Elas também estavam 26% mais propensas a relatar experiências de sofrimento psicológico.

 

Cerca de 20% das mulheres entrevistadas disseram ter sofrido discriminação sexual nos últimos 12 meses. A discriminação sexual relatada no estudo ocorreu mais comumente nas ruas (77%), nos transportes públicos (39,95%) e nas proximidades de estações de trem e ônibus (38,95).

 

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Os autores afirmam que, como uma pequena porcentagem de homens relatou discriminação sexual, eles não foram incluídos na análise.

 

Ruth Hackett, do Instituto de Epidemiologia e Saúde da UCL e principal autora do estudo, disse que o Reino Unido precisa “acompanhar outros países europeus onde o assédio nas ruas já é ilegal”.

 

“Descobrimos que mulheres que relataram discriminação sexual eram mais propensas a ficar deprimidas e com maior sofrimento psicológico, além de pior funcionamento mental, satisfação com a vida e autoavaliação da saúde” conta Ruth.

 

A pesquisadora acrescentou que “o sexismo pode servir como uma barreira para estilos de vida mais saudáveis que promovem o bem-estar mental. A exposição repetida ao estresse também pode levar a desgaste que os interrompe os processos biológicos normais”.

 

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Sarah Jackson, também do Instituto de Epidemiologia e Cuidados de Saúde da UCL e também autora do estudo, disse que os resultados do estudo são “particularmente preocupantes”, pois sugerem um “impacto duradouro de experiências de discriminação sexual na saúde mental e no bem-estar”.

 

“Eles enfatizam a importância de combater o sexismo não apenas como um problema moral, mas que pode ter um legado duradouro na saúde mental” conclui Jackson.

 

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