Vacina contra cocaína é desenvolvida por universidade brasileira

Vacina contra cocaína é desenvolvida por universidade brasileira

Vacina contra cocaína

Pesquisadores da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) desenvolveram uma vacina contra a cocaína.  Primeiramente, entenda que segundo dados da Junta Internacional de Fiscalização de Entorpecentes (Fife), vinculada à Organização das Nações Unidas (ONU), o Brasil é o segundo maior consumidor mundial de cocaína. Isso demonstra então a importância de tal conquista para os cientistas brasileiros.

 

A cocaína, que se popularizou na década de 1990, quando os cartéis colombianos produziam e exportavam mais de 500 toneladas do produto por ano, é considerada um problema de saúde pública, uma vez que governos federal e estaduais procuram alternativas para tratar os dependentes da substância. Um aliado promissor para o tratamento desses dependentes é a vacina contra cocaína desenvolvida por cientistas da UFMG.

 

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Objetivo e propriedades da vacina contra cocaína

 

A vacina, cuja patente já foi depositada pela Coordenadoria de Transferência e Inovação Tecnológica (CTIT) da UFMG, é fruto do trabalho de pesquisadores do Departamento de Química, da Escola de Farmácia e da Faculdade de Medicina. O objetivo é obter substâncias com propriedade imunogênica que possam ser usadas no tratamento de dependentes químicos de cocaína.

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O professor Ângelo de Fátima, do Departamento de Química, explica que propriedade imunogênica é a capacidade que uma substância tem de induzir o sistema imunológico a produzir anticorpos. Esse sistema é a base para a criação de qualquer vacina. “Uma plataforma proteica é conectada a uma determinada substância na qual se pretende produzir o anticorpo” diz Ângelo.

 

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“Depois de introduzida no organismo, a vacina ativa o sistema imunológico do paciente, e ele produz o anticorpo contra o agente que deve ser combatido”, explica o professor. Nos testes, realizados sobretudo com roedores, os pesquisadores perceberam que quantidades menores da droga chegaram ao cérebro dos animais vacinados.

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“A indução de anticorpos provocada pela vacina reteve uma quantidade maior da droga no sangue do roedor. Dessa forma não chegou ao cérebro do animal, que é o alvo biológico da cocaína. Conseguimos diminuir os efeitos da droga no animal, alterando o perfil farmacocinético da substância”, diz o professor Ângelo.

 

Os testes com os roedores já foram finalizados. O conselho de ética da UFMG está avaliando o início dos experimentos com primatas, que deve começar nos próximos meses.

 

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O grupo vai avaliar a toxicidade e a segurança da vacina, observando possíveis efeitos colaterais da substância. Depois, será iniciado o protocolo de testes em humanos, última etapa para que a vacina possa ser comercializada.

 

 

Impacto social da vacina contra cocaína

 

O professor Frederico Garcia, da Faculdade de Medicina, destaca a vertente social da vacina. Ela poderá ser usada para tratar a dependência química, problema que afeta 18 milhões de pessoas no mundo.

 

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“Essa pesquisa pode trazer muito impacto para a saúde pública, uma vez que é grande o número de pessoas que sofrem transtorno por uso da substância e que poderiam ser beneficiadas pelo produto. O impacto social também ocorre porque, para cada dependente químico, existem, em média, outras três pessoas que também sofrem as consequências dessa dependência”, calcula o professor.

 

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Apesar dos potenciais benefícios, Frederico Garcia  deixa por fim uma ressalta. Ele alerta que a vacina anticocaína não deve ser vista como solução única para o complexo problema das drogas. “Em um campo em que ainda não existem medicamentos para tratar as pessoas, ela aparece como recurso que poderá ser associado ao tratamento psicológico e outras medidas”, diz Garcia.

 

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Segundo Frederico Garcia, caso os testes clínicos sejam bem-sucedidos, a vacina ficará enfim disponível no mercado em três anos. Da mesma forma ela também poderá servir de base para estudos com outras substâncias. “O modelo dessa pesquisa não vale para o caso do álcool, que é uma substância quimicamente muito simples, mas pode ser aplicado a outras substâncias que causam dependência, como a heroína ou a nicotina”, conclui.

 

 

 

 

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Redação Portal Mundo

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